Guebuza promete acção militar contra ataques de Sofala


Na tarde desta quinta-feira, na tomada de posse do novo Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), os ataques militares na província de Sofala voltaram a dominar os discursos.

Falando como comandante em chefe das FADM, Guebuza disse  que “não vamos tolerar” os ataques e orientou as forças armadas para, juntamente com a Polícia, garantirem a segurança.

“Não vamos tolerar tentativas de pôr em causa a circulação de pessoas e bens no País. As forças armadas devem, em coordenação com outras forças de defesa e segurança, garantirem a segurança”, disse Guebuza após empossar Graça Chongo como substituto de Paulino Macaringue, numa cerimónia que teve lugar no Quartel General.

Este discurso do chefe do Estado ganha outra dimensão por ser uma declaração em meio militar e não civil, como tinha sido até agora. Reveste-se de orientação clara ao novo chefe do Estado Maior General das FADM para mandar os militares agirem ao lado da Polícia na região sul de Sofala, onde os ataques a civis e a militares têm ocorrido.
Até aqui a Polícia de Intervenção Rápida tinha estado na frente dos combates na região. Tanto em Abril, em Muxúnguè, aquando do ataque à delegação local da Renamo, seguida de retaliação que causou a morte de 4 agentes no local, assim como em Gorongosa, no que foi descrito como “incidente” pelo Governo, onde 17 agentes da FIR saíram feridos do confronto com os homens da Renamo nas imediações da base de Afonso Dhlakama, a Polícia – ainda que especializada – esteve sempre na frente do combate.

Com a troca do Chefe das FADM, há quem vaticina a mudança no modo de confronto com os homens da Renamo, devendo agora estar mais envolvido o exército. O discurso de Guebuza ontem sustenta essa tese.

Relaciona-se ainda, em círculos de segurança restritos, a não continuidade de Macaringue na frente das FADM, com esta alegada inércia dos militares no combate aos homens da Renamo.

Guebuza, dirigindo-se a Macaringue, felicitou o seu trabalho juntamente com o seu adjunto, Olímpio Cambona. Este foi reconduzido ao cargo por mais três anos. Disse que eles aceitaram “a missão de servirem ã pátria”.

General Macaringue diz que Guebuza não falou das razões da sua exoneração

“O presidente da República e Comandante em chefe das Forças de Defesa e Segurança não me falou das razões da minha exoneração. Não tenho informação de que esteja relacionado com qualquer incidente. Fui confiado uma missão e depois de cumpri-la fui exonerado”, disse o Chefe do Estado Maior cessante, general Paulino Macaringue a quem a lei ainda permitia continuar no cargo por mais três anos caso o chefe do Estado assim decidisse.

Novo chefe das FADM

Por sua vez, o novo Chefe das FADM, Graça Chongo, disse que
“não tenho uma missão específica por cumprir. O presidente da República, confiou-me a tarefa de dirigir as Forças Armadas da Defesa de Moçambique”.

Até à sua nomeação, Chongo desempenhava as funções de inspector das FADM.

Graça Tomás Chongo nasceu a 29 de Setembro de 1954, no distrito de Guijá, província de Gaza. Ingressou nas Forças Armadas em 1974, na então província de Manica-Sofala e pertenceu ao ramo de Exército na especialidade inter-arma, com formação na Academia de Campo Vulstrel, na ex-URSS.

Entre outros cargos, Graça Chongo foi inspector-geral de defesa, director nacional da política de defesa, Comandante do Ramo de Exército.

Este é o quinto chefe do Estado Maior General das FADM desde a independência. O utros foram Sebastião Mabote (1975-1987), António Hama Thai (1987-1994), Lagos Lidimo (1995-2008 e Paulino Macaringue (2008-2013).

Canal Moz




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