Na véspera do julgamento dos policias: Governo da RAS apresenta desculpas


O pedido foi apresentado pela Ministra sul-africana das Relações Exteriores, Mate Mashabane, durante uma audiência que lhe foi concedida pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, no final da tarde de ontem.

À saída da audiência, a Ministra Mate Mashabane afirmou que veio ao país em representação do Governo Sul-africano para apresentar desculpas formais pelo sucedido e condenar o incidente que ceifou a vida do jovem Emídio Macia.

Na ocasião, ela afirmou que Moçambique e África do Sul são dois países que mantêm boas relações bilaterais e que o sucedido não deverá prejudicar este espírito de cooperação que sempre caracterizou os dois povos.

“Nós vamos continuar a manter o ritmo de cooperação entre os dois países e garantir que a boa vizinhança se conserve, tal como é desejo do Governo que os autores deste crime sejam penalizados”, reiterou a ministra sul-africana.

Garantiu ainda na ocasião que a Embaixada da África do Sul no país prestaria todo o apoio necessário a família do malogrado.

Na véspera do julgamento dos policias: Governo da RAS apresenta desculpas

Entretanto, os oito agentes da polícia sul-africana acusados da morte de Emídio Macia, podem sair hoje em liberdade mediante pagamento de caução, caso o Tribunal entenda que estes não constituem perigo de fuga. Na sessão de julgamento de hoje, dia em que o corpo do jovem taxista será transladado para Maputo, o Tribunal deverá analisar não só o pedido da defesa de libertar os arguidos, mas também as novas provas incriminatórias contra os policias e conferir a sua identidade.

Para ser concedida a caução há vários aspectos e requisitos a serem preenchidos pelos acusados, com realce para a apresentação de provas de que os suspeitos não vão fugir e nem interferir com as testemunhas ou com a investigação do processo em curso. Assim, caso o tribunal chegue a essa conclusão, os agentes serão libertados mediante o pagamento de caução, num valor a ser definido pelo juiz Samuel Makamu. Das medidas a serem impostas aos polícias, que hoje completam uma semana na cadeia, consta a apresentação regular as autoridades e a confiscação dos seus passaportes.

Entretanto, o processo de identificação dos acusados visa fornecer garantias ao Tribunal de que na verdade aqueles sãos os policiais retratados no vídeo.

“Este processo é normal e visa clarificar vários aspectos lançados em torno das investigações. Há que ter a certeza de que o vídeo é real e que as pessoas que lá aparecem são, efectivamente as que estão detidas. Por enquanto não temos a identidade dos oitos envolvidos. Creio que no vídeo aparecem cinco polícias, mais o condutor e um acompanhante, o que totaliza sete agentes. Provavelmente o oitavo estava no local do crime ou na esquadra. A ser verdade que os agentes meteram na cela o jovem em estado debilitado, ensanguentado e com os ossos partidos, então são culpados do seu dever profissional. Como a investigação prossegue, há possibilidades de aparecerem mais culpados”, explicou o advogado da família do malogrado, José Nascimento.

O causídico não adiantou dizer quantas testemunhas vai arrolar para rebater a sua acusação na qualidade de assistente do Ministério Público neste caso, uma vez que aguarda pelo desfecho do trabalho que está a ser feito realizado pelo Ministério Público sul-africano constituição.




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